Acreditar num futuro melhor! Esperar que o que vem depois vai valer a pena!
O que é o futuro afinal? O que desejamos?
Muito se escuta do que se espera do que vem depois, mas não se sabe exatamente o que nem quando. Muito menos como!!
As pessoas projetam suas expectativas como se delas não dependesse, como no pensamento mágico infantil que se realiza pela força do pensamento e da imaginação.
É como se não houvesse comprometimento, participação de quem deseja.
Como relatei em artigo anterior, muitas pessoas quando desejam migrar para outro país projetam seus sonhos naquilo que desconhecem e que, muitas vezes para elas, trará a certeza de realização.
Escuta-se que a as mudanças que trarão realização e felicidade vem de outra dimensão, do divino.
Somos responsáveis pelas escolhas que fazemos. Muitas delas pensadas, planejadas, conscientes. Outras tantas que não nos damos conta, inconscientes. Mas todas as decisões, todos os atos e mesmo as omissões são de quem as toma.
Esperar que o futuro seja o responsável pela mudança é fazer do futuro o sujeito da mudança. É externar algo que é interno, que é de cada um.
Não há nenhum problema em se desejar um futuro melhor, porém é necessário perceber o que se quer e o que se pode fazer para se sentir realizado e satisfeito.
Desejar no tempo futuro é colocar adiante o que neste momento parece impossível ou improvável.
Por quê não desejar agora?
Acompanhe minhas observações, sob o ponto de vista psicológico, dos mais variados temas como fatos do cotidiano, cinema, literatura e muito mais.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Migração
Já a algum tempo tenho feito entrevistas com pessoas que vão morar em outro país.
A primeira pergunta que me faço é por que mudar? Do que se está abrindo mão e que expectativas se tem para o novo lugar escolhido?
Muitas pessoas tem uma resposta objetiva para estas perguntas: Viver melhor, novas oportunidades..
Parece que há o sentimento de que algo não está bem, como se houvesse uma grande decepção com aquilo que se construiu até então em suas próprias vidas e que, migrar para um novo país trará a esperanças de novas oportunidades e a felicidade.
Mas será que isso é possível? O que mudará na vida destas pessoas quando estiverem em contato com uma outra cultura, outra língua, outros hábiltos?
Talvez muito, talvez quase nada.
Pensar que a mudança vai trazer a garantia de felicidade é relegar sua responsabilidade por sua própria vida e escolhas. Parece que muitos não conseguem se colocar como agentes de suas próprias escolhas e idealizam a mudança como alternativa num processo mágico de satisfação.
O novo pode estar recheado de medos e temores por aquilo que não se sabe e não se conhece, mas ele também pode estar associado a fantasias de satisfação e prazer que nem sempre podem se realizar. E este pode ser o grande risco: frustrar-se fortemente por não encontrar o que está buscando.
Não se pode negar que uma viagem como esta pode trazer grandes experiências e maturidade, crescimento, mas que isto não seja confundido com satisfação plena e alegria eterna.
Fazer uma reflexão do que realmente está se buscando pode provocar uma grande mudança, talvez tão longa quanto emigrar para um outro país.
Tentar traduzir estes sentimentos de perda, de solidão, de decepção que estão associados a desesperança pode trazer novas perspectivas.
A primeira pergunta que me faço é por que mudar? Do que se está abrindo mão e que expectativas se tem para o novo lugar escolhido?
Muitas pessoas tem uma resposta objetiva para estas perguntas: Viver melhor, novas oportunidades..
Parece que há o sentimento de que algo não está bem, como se houvesse uma grande decepção com aquilo que se construiu até então em suas próprias vidas e que, migrar para um novo país trará a esperanças de novas oportunidades e a felicidade.
Mas será que isso é possível? O que mudará na vida destas pessoas quando estiverem em contato com uma outra cultura, outra língua, outros hábiltos?
Talvez muito, talvez quase nada.
Pensar que a mudança vai trazer a garantia de felicidade é relegar sua responsabilidade por sua própria vida e escolhas. Parece que muitos não conseguem se colocar como agentes de suas próprias escolhas e idealizam a mudança como alternativa num processo mágico de satisfação.
O novo pode estar recheado de medos e temores por aquilo que não se sabe e não se conhece, mas ele também pode estar associado a fantasias de satisfação e prazer que nem sempre podem se realizar. E este pode ser o grande risco: frustrar-se fortemente por não encontrar o que está buscando.
Não se pode negar que uma viagem como esta pode trazer grandes experiências e maturidade, crescimento, mas que isto não seja confundido com satisfação plena e alegria eterna.
Fazer uma reflexão do que realmente está se buscando pode provocar uma grande mudança, talvez tão longa quanto emigrar para um outro país.
Tentar traduzir estes sentimentos de perda, de solidão, de decepção que estão associados a desesperança pode trazer novas perspectivas.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
O Tempo
Estes dias estive pensando sobre um comentário muito comum que ouço sobre o tempo. As pessoas olham minhas filhas crescendo e dizem: "como o tempo passa depressa"! Eu escuto e penso comigo mesma: "é verdade, o tempo voa".
Mas o tempo não voa, o tempo não corre e mesmo assim parece que ele nos escapa...
Realmente, prá quem não as vê algumas semanas ou meses, pode se surpreender com seu crescimento e suas conquistas, mas para quem as acompanha no dia a dia, esta percepção é diferente.
Me dei conta da passagem do tempo há alguns anos atrás quando segurei no colo o filho recém nascido de um primo meu que estava festejando, senão me engano, seus 26 anos. Até então ele era meu primo menor, o caçulinha da família...e agora estava ali: Pai!!
É realmente incrível, os dias vão passando e temos tantas preocupações, tantos compromissos, tantos envolvimentos que nem percebemos o "tempo passando". Acho que, na verdade, não nos damos conta de todos os movimentos, de todos os fatos, de todos os crescimentos que vão correndo e ai, certo dia, nos surpreendemos com algo que estava bem ali e mudou!!!
É o tempo corre mesmo!! Corre com nossos dias, com nossas vidas, com nossa ânsia de controlar o tempo, de dar conta de tudo, de aproveitar tudo...
Me recordo que na época da faculdade, uma colega relatou um acidente de carro que havia sofrido e que por isso passou alguns meses em coma no hospital. Era na cadeira de psicologia hospitalar. Ela comentou todo seu susto e do quanto percebeu que precisava mudar sua rotina, sua vida...tinha que aproveitar cada dia como se fosse o último. Quanto esse plano durou? Alguns meses, logo após tudo voltou ao "normal".
É...minhas filhas estão crescendo rápido demais, não só para quem não as vê todos os dias, mas para mim que percebo suas mudanças, suas conquistas, seus aprendizados...Perceber que elas estão formando seu próprio mundo de relações e atividades é uma grande experiência!!
Bem..vou encerrando pois o tempo do soninho da pequena Alice já terminou!!!
Mas o tempo não voa, o tempo não corre e mesmo assim parece que ele nos escapa...
Realmente, prá quem não as vê algumas semanas ou meses, pode se surpreender com seu crescimento e suas conquistas, mas para quem as acompanha no dia a dia, esta percepção é diferente.
Me dei conta da passagem do tempo há alguns anos atrás quando segurei no colo o filho recém nascido de um primo meu que estava festejando, senão me engano, seus 26 anos. Até então ele era meu primo menor, o caçulinha da família...e agora estava ali: Pai!!
É realmente incrível, os dias vão passando e temos tantas preocupações, tantos compromissos, tantos envolvimentos que nem percebemos o "tempo passando". Acho que, na verdade, não nos damos conta de todos os movimentos, de todos os fatos, de todos os crescimentos que vão correndo e ai, certo dia, nos surpreendemos com algo que estava bem ali e mudou!!!
É o tempo corre mesmo!! Corre com nossos dias, com nossas vidas, com nossa ânsia de controlar o tempo, de dar conta de tudo, de aproveitar tudo...
Me recordo que na época da faculdade, uma colega relatou um acidente de carro que havia sofrido e que por isso passou alguns meses em coma no hospital. Era na cadeira de psicologia hospitalar. Ela comentou todo seu susto e do quanto percebeu que precisava mudar sua rotina, sua vida...tinha que aproveitar cada dia como se fosse o último. Quanto esse plano durou? Alguns meses, logo após tudo voltou ao "normal".
É...minhas filhas estão crescendo rápido demais, não só para quem não as vê todos os dias, mas para mim que percebo suas mudanças, suas conquistas, seus aprendizados...Perceber que elas estão formando seu próprio mundo de relações e atividades é uma grande experiência!!
Bem..vou encerrando pois o tempo do soninho da pequena Alice já terminou!!!
terça-feira, 27 de julho de 2010
A Maternidade
Ah maternidade...o que dizer sobre isso?
Muitas mulheres já nascem dizendo que querem ser mães. Por que? O que nos faz desejar algo de uma maneira tão intensa sem sabermos exatamente o que isso representa?
Ter um bebê, cuidar de um bebê, exige de nós mulheres algo muito além do que podemos pensar...é tentar nos colocar no lugar de um outro para descobrirmos se sente frio ou fome, é abrirmos mão do nosso tão precioso sono para cuidar do nosso de outra pessoa, é estarmos atentas ininterruptamente para quaisquer mudanças ou choros...ufa!! Isso não é pouco. Não é mesmo. Mas então, se sabemos que as exigências serão grandes, se por muito tempo nossas próprias vidas deixarão de ser prioridade e nosso tempo será multiplicado por muito para darmos conta de tudo, ainda assim decidimos ser mães...
E a certeza desta escolha vem no primeiro choro na sala de parto, no primeiro olhar, no primeiro carinho e afago!
Neste momento não existe dúvida, não existe cansaço, não existe nada além daquela maravilhosa criatura que sai de dentro da gente (e que eperiência!!!). É completo, é inteiro, é tudo!
Depois é claro que vem as noites mal dormidas, as preocupações, ...mas novamente tudo pára e deixa de ser importante quando escutamos "manhê"!!!!
Muitas mulheres já nascem dizendo que querem ser mães. Por que? O que nos faz desejar algo de uma maneira tão intensa sem sabermos exatamente o que isso representa?
Ter um bebê, cuidar de um bebê, exige de nós mulheres algo muito além do que podemos pensar...é tentar nos colocar no lugar de um outro para descobrirmos se sente frio ou fome, é abrirmos mão do nosso tão precioso sono para cuidar do nosso de outra pessoa, é estarmos atentas ininterruptamente para quaisquer mudanças ou choros...ufa!! Isso não é pouco. Não é mesmo. Mas então, se sabemos que as exigências serão grandes, se por muito tempo nossas próprias vidas deixarão de ser prioridade e nosso tempo será multiplicado por muito para darmos conta de tudo, ainda assim decidimos ser mães...
E a certeza desta escolha vem no primeiro choro na sala de parto, no primeiro olhar, no primeiro carinho e afago!
Neste momento não existe dúvida, não existe cansaço, não existe nada além daquela maravilhosa criatura que sai de dentro da gente (e que eperiência!!!). É completo, é inteiro, é tudo!
Depois é claro que vem as noites mal dormidas, as preocupações, ...mas novamente tudo pára e deixa de ser importante quando escutamos "manhê"!!!!
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terça-feira, 22 de junho de 2010
DE ONDE VEM A SUA DOR?
Sabe-se que existem dores advindas do corpo e dores que são oriundas de uma desordem psíquica.
Na psicanálise, não existe diferença entre a dor física e psíquica porque, basicamente ambas geram um afeto doloroso.
A dor tem um aspecto real, simbólico e imaginário.
É importante distinguir a sensação dolorosa de um afeto doloroso: a sensação tem a ver com os sentidos e portanto está relacionada a processos neurofisiológicos e neuroquímicos. Já o afeto tem a ver com a forma que a qual o sujeito vivencia sua dor, que já é dor!
Podemos pensar que a dor poderia ser entendida em 3 momentos: uma lesão , o desencadeiamento de uma comoção psíquica e posteriormente uma reação defensiva para tentar dar conta desta alteração.
Cada uma destas fases desperta uma dor específica e característica, mas a composição destes 3 momentos é que produzirá a dor que a pessoa sentirá.
A sensação dolorosa traz uma intensificação das representacões da dor, tanto no direcionamento consciente como nas representações inconscientes que irrompem trazendo não só lembranças anteriores que são trazidas por associação (uma dor que se atualiza) e que também é sentida como dor.
Tanto o corpo como a psique trabalham para se defender da dor. Porém, ao invés de obter sucesso, pode provocar um incremento da dor, pois ela acaba sendo o foco de todos os mecanismos defensivos.
A dor inconsciente se dá por registros anteriores que são reativados por associação de uma dor atual. Desta forma, a dor atual poderia ser considerada uma dor antiga que se repetiu.
A imagem que construímos da lesão pode ser compreendida por inúmeras inscrições do passado e que vão caracterizar singularmente a forma como cada um vai sentir a sua dor. Pode-se dizer assim, que o afeto da dor também não é novo,mas uma repetição de algo já sentido num período bastante arcaico da formação do inconsciente.
Tanto a dor física como a psicogênica precisam ser investigadas e poder diferenciar suas origens permite uma melhor forma de tratamento e alívio.
Na psicanálise, não existe diferença entre a dor física e psíquica porque, basicamente ambas geram um afeto doloroso.
A dor tem um aspecto real, simbólico e imaginário.
É importante distinguir a sensação dolorosa de um afeto doloroso: a sensação tem a ver com os sentidos e portanto está relacionada a processos neurofisiológicos e neuroquímicos. Já o afeto tem a ver com a forma que a qual o sujeito vivencia sua dor, que já é dor!
Podemos pensar que a dor poderia ser entendida em 3 momentos: uma lesão , o desencadeiamento de uma comoção psíquica e posteriormente uma reação defensiva para tentar dar conta desta alteração.
Cada uma destas fases desperta uma dor específica e característica, mas a composição destes 3 momentos é que produzirá a dor que a pessoa sentirá.
A sensação dolorosa traz uma intensificação das representacões da dor, tanto no direcionamento consciente como nas representações inconscientes que irrompem trazendo não só lembranças anteriores que são trazidas por associação (uma dor que se atualiza) e que também é sentida como dor.
Tanto o corpo como a psique trabalham para se defender da dor. Porém, ao invés de obter sucesso, pode provocar um incremento da dor, pois ela acaba sendo o foco de todos os mecanismos defensivos.
A dor inconsciente se dá por registros anteriores que são reativados por associação de uma dor atual. Desta forma, a dor atual poderia ser considerada uma dor antiga que se repetiu.
A imagem que construímos da lesão pode ser compreendida por inúmeras inscrições do passado e que vão caracterizar singularmente a forma como cada um vai sentir a sua dor. Pode-se dizer assim, que o afeto da dor também não é novo,mas uma repetição de algo já sentido num período bastante arcaico da formação do inconsciente.
Tanto a dor física como a psicogênica precisam ser investigadas e poder diferenciar suas origens permite uma melhor forma de tratamento e alívio.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
O QUE NOS FAZ MUDAR?
O que, na vida, determina as escolhas que fazemos? Muitas coisas, todos dirão, e com razão...mas por quê será que muitos permanecem vivendo em um estado de sofrimento ao invés de buscar alternativas para viver mais feliz?
É muito comum observarmos pessoas que acabam por fazer "escolhas" que trazem mais ansiedade e angústia. Isto as coloca num estado de fragilidade que parece evocar uma sensação de incapacidade e inoperância. Paralisia, imobilização. A pessoa se sente pequena e incapaz.
Às vezes, numa conversa, alguns podem dizer: "Por que tu não fazes isso ou aquilo?" "Por que tu escolhes sempre o caminho mais difícil"?
Mas não adianta. Não há mudança.
Para mudar tem que haver sofrimento. Mas aí, alguém mais antenado poderia dizer: "a pessoa já está sofrendo...". Sim, é verdade. Mas estamos falando de um sofrimento de desadaptação, de algo egodistônico.
Temos uma grande capacidade de nos adaptar às dores, às angústias, às perdas e talvez seja esta a questão..ao mesmo tempo em que esta adaptação nos permite ir adiante, seguir vivendo, também nos traz uma certa acomodação.
Enquanto convivemos com o sofrimento e, de certa forma, ele não "doer" demais, não parece que exista algo que nos faça fazer um movimento para tentar elaborar o que nos faz sofrer.
É quando o sofrimento deixa de ser sintônico, ou seja, deixa de ser percebido como algo incorporado ao nosso "eu" que podemos promover esta mudança.
Assim, podemos pensar que para fazermos uma "escolha" no sentido de elaborarmos nossos conflitos e buscarmos possibilidades de mais prazer e satisfação, a dor necessariamente deve "doer". Uma dor nem tão forte que nos imobilize pela sensibilidade, nem tão fraca que seja tolerável, mas que seja suficiente intensa para nos incomodar e nos desadaptar.
É muito comum observarmos pessoas que acabam por fazer "escolhas" que trazem mais ansiedade e angústia. Isto as coloca num estado de fragilidade que parece evocar uma sensação de incapacidade e inoperância. Paralisia, imobilização. A pessoa se sente pequena e incapaz.
Às vezes, numa conversa, alguns podem dizer: "Por que tu não fazes isso ou aquilo?" "Por que tu escolhes sempre o caminho mais difícil"?
Mas não adianta. Não há mudança.
Para mudar tem que haver sofrimento. Mas aí, alguém mais antenado poderia dizer: "a pessoa já está sofrendo...". Sim, é verdade. Mas estamos falando de um sofrimento de desadaptação, de algo egodistônico.
Temos uma grande capacidade de nos adaptar às dores, às angústias, às perdas e talvez seja esta a questão..ao mesmo tempo em que esta adaptação nos permite ir adiante, seguir vivendo, também nos traz uma certa acomodação.
Enquanto convivemos com o sofrimento e, de certa forma, ele não "doer" demais, não parece que exista algo que nos faça fazer um movimento para tentar elaborar o que nos faz sofrer.
É quando o sofrimento deixa de ser sintônico, ou seja, deixa de ser percebido como algo incorporado ao nosso "eu" que podemos promover esta mudança.
Assim, podemos pensar que para fazermos uma "escolha" no sentido de elaborarmos nossos conflitos e buscarmos possibilidades de mais prazer e satisfação, a dor necessariamente deve "doer". Uma dor nem tão forte que nos imobilize pela sensibilidade, nem tão fraca que seja tolerável, mas que seja suficiente intensa para nos incomodar e nos desadaptar.
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
FELICIDADE REALISTA por Mario Quintana
A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.
Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum.
Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo.
Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.
Olhe para o relógio: hora de acordar É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade.
Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.
Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.
Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.
Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum.
Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo.
Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.
Olhe para o relógio: hora de acordar É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade.
Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.
Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.
Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
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quarta-feira, 28 de abril de 2010
Curso para professores de danca
Estarei participando do II curso de capacitação para coreógrafos e educadores de dança folclórica judaica.
O objetivo do curso é oferecer ferramentas necessárias ao desenvolvimento de um educador interessado nas tradições do folclore israeli e sua aplicação nas atividades de arte-educação.
O curso ocorrerá de 12/05 a 15/09/2010.
Estarei ministrando as aulas sobre grupos, relação educador-educando, o papel da dança na formação do sujeito.
Interessados devem entrar em contato com o Eitan pelo telefone 3311-1503.
O objetivo do curso é oferecer ferramentas necessárias ao desenvolvimento de um educador interessado nas tradições do folclore israeli e sua aplicação nas atividades de arte-educação.
O curso ocorrerá de 12/05 a 15/09/2010.
Estarei ministrando as aulas sobre grupos, relação educador-educando, o papel da dança na formação do sujeito.
Interessados devem entrar em contato com o Eitan pelo telefone 3311-1503.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
REVOLUÇÃO DA ALMA
Aristoteles escreveu o texto "Revolução da Alma" há muito tempo, mas parece que ele ainda é extremamente atual...
Em resumo, ele coloca que a felicidade das pessoas é delas próprias e de mais ninguém, e que não caberia esperar que qualquer pessoa pudesse ser responsável por isso.
Ele diz também que todos somos livres, e assim deveríamos nos sentir donos de nossos próprios desejos, vontades ou sonhos.
Buscar nossas realizações é uma rota que traçamos e encontrar dificuldades neste caminho faz parte da vida.
Desistir, não tentar ou esperar que outros possam fazer as nossas escolhas é, no fim das contas, não viver!
Esse é o desafio.
Se nos depararmos com o vazio, podemos nos desesperar, mas não parar de tentar.
Se colocarmos metas reais, se acreditarmos que é possível e tomarmos a frente desta caminhada estaremos, no mínimo, nos fortalecendo para alcançar a tão esperada felicidade.
Pode ser que não consigamos atingir todos os objetivos, mas com certeza, nos sentiremos muito mais satisfeitos.
A felicidade vem de um investimento, de um autoinvestimento, de uma considerável diminuição de exigências e cobranças de si e dos outros.
Tente, não desista, afinal de contas é você que decide aonde quer chegar!!
Em resumo, ele coloca que a felicidade das pessoas é delas próprias e de mais ninguém, e que não caberia esperar que qualquer pessoa pudesse ser responsável por isso.
Ele diz também que todos somos livres, e assim deveríamos nos sentir donos de nossos próprios desejos, vontades ou sonhos.
Buscar nossas realizações é uma rota que traçamos e encontrar dificuldades neste caminho faz parte da vida.
Desistir, não tentar ou esperar que outros possam fazer as nossas escolhas é, no fim das contas, não viver!
Esse é o desafio.
Se nos depararmos com o vazio, podemos nos desesperar, mas não parar de tentar.
Se colocarmos metas reais, se acreditarmos que é possível e tomarmos a frente desta caminhada estaremos, no mínimo, nos fortalecendo para alcançar a tão esperada felicidade.
Pode ser que não consigamos atingir todos os objetivos, mas com certeza, nos sentiremos muito mais satisfeitos.
A felicidade vem de um investimento, de um autoinvestimento, de uma considerável diminuição de exigências e cobranças de si e dos outros.
Tente, não desista, afinal de contas é você que decide aonde quer chegar!!
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sexta-feira, 12 de março de 2010
O CONTEXTO DOS INTERNATOS
Ao fazermos uma reflexão sobre os motivos que levam um jovem a ingressar numa escola técnica agrícola em regime de internato, podemos pensar em múltiplas questões. O adolescente que está vivendo a maior fase da vida no que se refere ao turbilhonamento de hormônios e fantasias, transformações físicas e emocionais, descobertas sexuais e tantas outras mudanças, "opta" por uma escolha profissional que além de direcionar seu futuro, marca seu presente e pode ser determinante em muitos aspectos futuros. Ele ainda não abriu mão de sua infância, assim como não atingiu a maturidade para assumir uma vida adulta.
Levando em conta este contexto, poderíamos nos perguntar:
-estes jovens estão prontos para uma definição profissional tão precoce?
-por quê optar por uma escola técnica?
-a escolha do regime de internato se deu por qual motivo?
-como o fato de estar distante dos pais repercute na estrutura emocional dos alunos?
-qual importância da escola nas suas vidas?
É difícil termos todas as respostas, mas podemos pensar que assumir responsabilidades dá ao adolescente a possibilidade de experimentar. E experimentar, ter boas vivências, é fundamental para o desenvolvimento de uma personalidade capaz de dar conta das dificuldades que a vida apresenta.
Estar distante da família e participar de uma organização que ensina, organiza e impõe regras pode trazer grande retorno pessoal, principalmente em um momento de vida em que se observam comportamentos para testar limites, transgredir.
É claro que não é um processo fácil para nenhuma das partes, ou seja, a escola, os professores, pais e alunos. Estamos falando de jovens com uma história pessoal, com um jeito próprio de ser, e que nem sempre se adaptam facilmente ao formato do ensino em questão. E assimtambém acontece com a escola e com os professores, que tem que lidar com as peculiaridades encontradas em escolas técnicas agrícolas e, ao mesmo tempo, assumir a responsabilidade de educar, proteger e também desenvolver aspectos de maturidade e cidadania nestes jovens que os pais lhe confiaram.
A escola e os professores, além da própria formação profissional, acabam por assumir atribuições que, a princípio, seriam da família, como ensinar o respeito ao próximo, a organização pessoal, a seguir regras, enfim...a amadurecer. É lá que o então aluno vai buscar espaço para errar, desabafar, experimentar, conviver, testar limites, se conhecer.
Portanto, seu vínculo com a instituição e com os professores é fundamental, pois só a partir dele poderá criar o seu espaço e também desenvolver sua individualidade na "família-escola", dividindo a atenção com seus "irmãos-colegas" e tendo como referência seus "pais-professores".
Podemos penar que é exatamente esta "família" em novo formato e a forte ligação com os professores que possibilitam a adaptação dos alunos, fazendo com que tolerem a distância do núcleo familiar. É por este motivo que o vínculo deve ser estimulado e sempre reforçado por todas as pessoas que compõem a instituição. Criar espaços de convivência, onde os jovens tenham a possibilidade de expressar suas inseguranças, seus medos, trocar experiências, fazer questionamentos, poderá ser uma forma de ajudá-los na elaboração da tão comum - e já esperada - ansiedade, implícita em processos e situações como estas.
Com isto, poderemos questionar as competências da comunidade escolar. Será que diretores, professores e funcionários estão aptos a lidar com esta gama de questões e conflitos? É imprescindível que todos estejam respaldados por profissionais da Saude, que possam orientá-los no dia a dia e auxiliá-los na resolução de problemas de comportamento quanto nas suas próprias dúvidas e preocupações em função da responsabilidade que lhes é requerida.
No Rio Grande do Sul, região do País na qual o setor agropecuáro é um dos carros-chefe da economia, a possibilidade de ser estudante de uma escola agrícola é, sem dúvida, uma opção inteligente. além das razões de mercado, existem os fatores sociais. Espera-se, de forma óbvia, que o Estado preste a devida atenção a este setor, garantindo recursos humanos devidamente habilitados, tanto na orientação quanto na garantia de segurança dos adolescentes. Infelizmente, muitas escolas precisam "se virar com jeitinhos" e, além de não serem atendidas nas suas necessidades básicas, são constantemente cobradas pela mantenedora por ações que, nas condições atuais, são impossíveis de serem realizadas. O panorama é claro e evidente, e está aí para quem quiser ver.
Publicado na Revista "Letras da Terra" - AGPTEA (Associação Gaucha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola) - agosto de 2008
Levando em conta este contexto, poderíamos nos perguntar:
-estes jovens estão prontos para uma definição profissional tão precoce?
-por quê optar por uma escola técnica?
-a escolha do regime de internato se deu por qual motivo?
-como o fato de estar distante dos pais repercute na estrutura emocional dos alunos?
-qual importância da escola nas suas vidas?
É difícil termos todas as respostas, mas podemos pensar que assumir responsabilidades dá ao adolescente a possibilidade de experimentar. E experimentar, ter boas vivências, é fundamental para o desenvolvimento de uma personalidade capaz de dar conta das dificuldades que a vida apresenta.
Estar distante da família e participar de uma organização que ensina, organiza e impõe regras pode trazer grande retorno pessoal, principalmente em um momento de vida em que se observam comportamentos para testar limites, transgredir.
É claro que não é um processo fácil para nenhuma das partes, ou seja, a escola, os professores, pais e alunos. Estamos falando de jovens com uma história pessoal, com um jeito próprio de ser, e que nem sempre se adaptam facilmente ao formato do ensino em questão. E assimtambém acontece com a escola e com os professores, que tem que lidar com as peculiaridades encontradas em escolas técnicas agrícolas e, ao mesmo tempo, assumir a responsabilidade de educar, proteger e também desenvolver aspectos de maturidade e cidadania nestes jovens que os pais lhe confiaram.
A escola e os professores, além da própria formação profissional, acabam por assumir atribuições que, a princípio, seriam da família, como ensinar o respeito ao próximo, a organização pessoal, a seguir regras, enfim...a amadurecer. É lá que o então aluno vai buscar espaço para errar, desabafar, experimentar, conviver, testar limites, se conhecer.
Portanto, seu vínculo com a instituição e com os professores é fundamental, pois só a partir dele poderá criar o seu espaço e também desenvolver sua individualidade na "família-escola", dividindo a atenção com seus "irmãos-colegas" e tendo como referência seus "pais-professores".
Podemos penar que é exatamente esta "família" em novo formato e a forte ligação com os professores que possibilitam a adaptação dos alunos, fazendo com que tolerem a distância do núcleo familiar. É por este motivo que o vínculo deve ser estimulado e sempre reforçado por todas as pessoas que compõem a instituição. Criar espaços de convivência, onde os jovens tenham a possibilidade de expressar suas inseguranças, seus medos, trocar experiências, fazer questionamentos, poderá ser uma forma de ajudá-los na elaboração da tão comum - e já esperada - ansiedade, implícita em processos e situações como estas.
Com isto, poderemos questionar as competências da comunidade escolar. Será que diretores, professores e funcionários estão aptos a lidar com esta gama de questões e conflitos? É imprescindível que todos estejam respaldados por profissionais da Saude, que possam orientá-los no dia a dia e auxiliá-los na resolução de problemas de comportamento quanto nas suas próprias dúvidas e preocupações em função da responsabilidade que lhes é requerida.
No Rio Grande do Sul, região do País na qual o setor agropecuáro é um dos carros-chefe da economia, a possibilidade de ser estudante de uma escola agrícola é, sem dúvida, uma opção inteligente. além das razões de mercado, existem os fatores sociais. Espera-se, de forma óbvia, que o Estado preste a devida atenção a este setor, garantindo recursos humanos devidamente habilitados, tanto na orientação quanto na garantia de segurança dos adolescentes. Infelizmente, muitas escolas precisam "se virar com jeitinhos" e, além de não serem atendidas nas suas necessidades básicas, são constantemente cobradas pela mantenedora por ações que, nas condições atuais, são impossíveis de serem realizadas. O panorama é claro e evidente, e está aí para quem quiser ver.
Publicado na Revista "Letras da Terra" - AGPTEA (Associação Gaucha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola) - agosto de 2008
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EL SECRETO DE SUS OJOS
Semana passada fui assistir o filme argentino "El secreto de sus ojos" ou "O segredo de seus olhos", de Juan José Campanella. Ganhador do oscar de melhor filme estrangeiro deste ano.
É um filme interessante não apenas pela direção, mas pelo roteiro que surpreende o espectador.
A película trata de um filme policial em que um oficial de justiça aposentado resolve escrever um romance baseado num caso investigado por ele, mas não completamente solucionado, há 25 anos.
Esposito (Ricardo Darín) procura sua antiga colega de trabalho, Irene (Soledad Villamil) no intuito de receber ajuda para preencher as lacunas que ficaram e para que ele possa dar um fim a todo esta angústia que ficou.
E o que motiva alguém a reviver, envolver-se novamente numa história tão penosa regada por sofrimento, violência, decepção?
As pessoas fazem isso...estamos a todo momento recontando nossa história, repetindo vivências que de alguma forma nos marcaram...tentando dar um sentido a elas.
É claro que ficam lacunas, muitos "esquecimentos"...mas existe um esforço tremendo para que eles sejam preenchidos para que a história contada por nós mesmos tenha sentido.
Sentido: de sofrimento, de direção. Isso talvez explique porque Esposito decide escrever sobre algo que não se completou, que ficou sem resposta, que gerou angústia. Ele vai buscar nomear, dar sentido a esta angústia.
E quando ele se dá conta do que faltava para esclarecer o caso, assim como quando conseguimos nomear sentimentos, esclarecer os paradoxos e distorções do nosso próprio pensamento, podemos pensar em resolução de conflitos, em elaboração psíquica.
Nenhuma arte como o cinema pode se comparar tão claramente aos sonhos, ao inconsciente e ao processo analítico através das imagens, dos ângulos e cortes de cena, montagem e todas suas ferramentas usadas no processo cinematográfico.
O cinema nos permite imergir nas mais profundas sensações mesmo aquelas inomináveis. Não importa a intenção do roteirista ou do diretor...quando nos apropriamos de um filme (como Esposito em relação ao crime) ele passa a fazer parte dos nossos sentidos.
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A CRIAÇÃO DE UM BLOG
Quando pensei na criação de um blog não imaginava seu processo de criação.
Como criar um espaço para difundir minhas idéias e conhecimentos poderia ser acessado por pessoas e, principalmente, fazê-las se sentirem motivadas para participarem ativamente de sua construção?
Um blog tem que ser privado, particular, individual, mas ao mesmo tempo dual, relacional, coletivo...estranho não?
Este é o desafio do blog na minha opinião: transformar algo que seja seu e que desperte o interesse em outras pessoas. E isso começa pela própria escolha do título...
E por que escrever um blog?
Os objetivos podem ser os mais variados: divulgar seu nome, suas idéias, seus conhecimentos, compartilhar pensamentos...creio que deixar uma marca, ser relevante, talvez tornar-se uma referência, um modelo para as pessoas.
Espero que meu blog possa ser isso tudo: interessante, atrativo, inovador e quem sabe um inspirador de novos espaços de construção.
Seja bem vindo: o blog é todo seu!!
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Como criar um espaço para difundir minhas idéias e conhecimentos poderia ser acessado por pessoas e, principalmente, fazê-las se sentirem motivadas para participarem ativamente de sua construção?
Um blog tem que ser privado, particular, individual, mas ao mesmo tempo dual, relacional, coletivo...estranho não?
Este é o desafio do blog na minha opinião: transformar algo que seja seu e que desperte o interesse em outras pessoas. E isso começa pela própria escolha do título...
E por que escrever um blog?
Os objetivos podem ser os mais variados: divulgar seu nome, suas idéias, seus conhecimentos, compartilhar pensamentos...creio que deixar uma marca, ser relevante, talvez tornar-se uma referência, um modelo para as pessoas.
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