terça-feira, 22 de junho de 2010

DE ONDE VEM A SUA DOR?

Sabe-se que existem dores advindas do corpo e dores que são oriundas de uma desordem psíquica.

Na psicanálise, não existe diferença entre a dor física e psíquica porque, basicamente ambas geram um afeto doloroso.

A dor tem um aspecto real, simbólico e imaginário.

É importante distinguir a sensação dolorosa de um afeto doloroso: a sensação tem a ver com os sentidos e portanto está relacionada a processos neurofisiológicos e neuroquímicos. Já o afeto tem a ver com a forma que a qual o sujeito vivencia sua dor, que já é dor!

Podemos pensar que a dor poderia ser entendida em 3 momentos: uma lesão , o desencadeiamento de uma comoção psíquica e posteriormente uma reação defensiva para tentar dar conta desta alteração.

Cada uma destas fases desperta uma dor específica e característica, mas a composição destes 3 momentos é que produzirá a dor que a pessoa sentirá.

A sensação dolorosa traz uma intensificação das representacões da dor, tanto no direcionamento consciente como nas representações inconscientes que irrompem trazendo não só lembranças anteriores que são trazidas por associação (uma dor que se atualiza) e que também é sentida como dor.

Tanto o corpo como a psique trabalham para se defender da dor. Porém, ao invés de obter sucesso, pode provocar um incremento da dor, pois ela acaba sendo o foco de todos os mecanismos defensivos.

A dor inconsciente se dá por registros anteriores que são reativados por associação de uma dor atual. Desta forma, a dor atual poderia ser considerada uma dor antiga que se repetiu.

A imagem que construímos da lesão pode ser compreendida por inúmeras inscrições do passado e que vão caracterizar singularmente a forma como cada um vai sentir a sua dor. Pode-se dizer assim, que o afeto da dor também não é novo,mas uma repetição de algo já sentido num período bastante arcaico da formação do inconsciente.

Tanto a dor física como a psicogênica precisam ser investigadas e poder diferenciar suas origens permite uma melhor forma de tratamento e alívio.

Um comentário:

  1. Oi, Jane!
    Desde agora sou tua seguidora oficial.
    Como tenho meu blog, sei que é importante saber-se seguida,para não parecer que falamos sozinhas.
    Li todas tuas postagens e gostaria de ler escritos sobre tua experiência como mãe, de maneira bem pessoal.
    Observo que tu levas essa tarefa de mãe de maneira dinâmica, afetiva, madura e consegues que tuas filhas, mesmo pequenas, já ajam e expressem o modelo que representas.
    Servirás de exemplo para muitas mães se relatares tuas experiências maternas e não fugirás do tema "psicologia do cotidiano".
    Beijos e parabéns!

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